quarta-feira, 4 de junho de 2014
terça-feira, 3 de junho de 2014
Autor do mês de junho
Fonte: http://portuguesesbrasil.com/wp-content/uploads/2011/12/valter-hugo-mae.png
Valter Hugo Mãe nasceu em Saurimo, Angola, no ano de 1971.
Licenciou-se em Direito e é pós-graduado em Literatura Portuguesa Moderna e Contemporânea.
Publicou os romances: o nosso reino; o remorso de baltazar serapião, Prémio José Saramago em 2007; o apocalipse dos trabalhadores; a máquina de fazer espanhóis, Grande Prémio Portugal Telecom, categoria melhor livro do ano, e Prémio Portugal Telecom, categoria melhor romance do ano, em 2012; O Filho de Mil Homens e, recentemente, A Desumanização. A sua poesia encontra-se reunida no volume contabilidade.
Licenciou-se em Direito e é pós-graduado em Literatura Portuguesa Moderna e Contemporânea.
Publicou os romances: o nosso reino; o remorso de baltazar serapião, Prémio José Saramago em 2007; o apocalipse dos trabalhadores; a máquina de fazer espanhóis, Grande Prémio Portugal Telecom, categoria melhor livro do ano, e Prémio Portugal Telecom, categoria melhor romance do ano, em 2012; O Filho de Mil Homens e, recentemente, A Desumanização. A sua poesia encontra-se reunida no volume contabilidade.
Escreveu diversos livros ilustrados para os mais novos,
entre os quais: Quatro Tesouros; O Rosto e As mais belas coisas do mundo.
Valter Hugo Mãe é vocalista do grupo musical Governo (www.myspace.com/ogoverno), projeto que
editou o EP Propaganda Sentimental, com cinco
canções, através do selo Optimus Discos.
Escreve as crónicas Autobiografia imaginária, no Jornal de Letras, e Casa de papel, na revista de domingo do jornal Público.
Escreve as crónicas Autobiografia imaginária, no Jornal de Letras, e Casa de papel, na revista de domingo do jornal Público.
Outras informações sobre o autor podem ser encontradas no
Facebook (Valter Hugo Mãe – Pag. Oficial) ou em www.valterhugomae.com.
Livro do mês de junho
António
nasceu marcado pelo nome. O mesmo que o vizinho da rua das traseiras, o homem
que se fez doutor em Coimbra e que ia à terra sempre que podia, o tal que
governava o país com pulso de ferro. Mas de pouco ou nada lhe valeu tão grande
nome quando o destino o enviou para Angola, para defender a pátria em nome de
uma guerra distante que não era a sua. Deixou para trás a sua terra, a mãe
inconsolável e Amélia, a mulher que pedira em casamento, num banco de pedra,
junto à igreja e que prometera fazer dele o homem mais feliz de Vimieiro.
Promessa gravada num enxoval imaculado que ficou guardado no armário, à espera
do fim daquela maldita guerra. Quando António regressou de Angola, era um homem
diferente. Marcado no corpo por anos de guerra e de cativeiro e no coração por
um amor impossível que deixara em pleno mato angolano. Regressava para cumprir
a promessa que fizera anos antes à sua noiva Amélia, que o julgara morto, e
que, em sua memória, tinha enterrado um caixão sem corpo.
Boas leituras!
terça-feira, 13 de maio de 2014
sexta-feira, 2 de maio de 2014
Livro do mês de maio
Dentro de ti
ver o mar. A frase era dele, e dissera-a sem sequer gaguejar. Dentro dela
Gabriel perdia completamente a gaguez. A frase era dele e agora Rosa esperava
que viesse reivindicar-lha. Era esse o seu engenho emancipatório. Dessa frase
que não lhe pertencia surgira uma letra de fado e o sucesso da fadista, numa
Lisboa saturada de novos heróis do fado. Procissões de artistas despontavam
diariamente para o anonimato. O fracasso subia-lhes à cabeça. A vida da fadista
Rosa, que procura o pai que nunca conheceu, cruza-se com a de Farimah, que
escapa ao fado desenhado pelo pai, e com a de Luísa, que não teve mãe e
ofereceu a filha. A história de três mulheres desobedientes e de como cada uma
delas encontra a sua própria voz.
Boas leituras!
Autor do mês de maio

Fonte: http://www.oribatejo.pt/wp-content/uploads/2010/08/loboantunes.jpg
Escritor
português nascido em 1942, em Lisboa. Ficcionista e autor de alguns ensaios
literários que equacionam a análise psicológica com a criação artística.
Formado em Medicina Psiquiátrica, exerceu actividade clínica durante a guerra
colonial em Angola, e, posteriormente, em Lisboa, no Hospital Miguel Bombarda.
Depois da publicação de Os Cus de Judas (1979), tornou-se um dos mais
traduzidos e internacionalmente reconhecidos romancistas portugueses
contemporâneos, tendo sido o convidado de honra do "Carrefour des
Littératures" realizado em Maio de 2002. A partir desse romance, que fecha
uma trilogia de inspiração autobiográfica, que, com Conhecimento do Inferno e
Memória de Elefante, descrevia uma descida aos infernos, desde a experiência da
guerra colonial até à perda do amor e ao regresso a um mundo de loucos, Lobo
Antunes aperfeiçoa, durante a década de oitenta, uma cada vez maior
desenvoltura na subversão das convenções narrativas quer do ponto de vista
temático quer formal, o que culminaria com o fulgurante sucesso de Auto dos Danados,
editado em 1985, obra galardoada com o Grande Prémio de Romance e Novela da
Associação Portuguesa de Escritores. (…) Na edição dos prémios União Latina de
2003, o escritor foi distinguido com o prémio de Literatura pelo conjunto da
sua obra, que foi definida pelo presidente do júri como "a voz mais
expressiva" da realidade portuguesa. Em 2004, pelo seu livro Boa Tarde às
Coisas Aqui em Baixo (2003), foi galardoado com o prémio Fernando Namora. Em
Março de 2007 foi distinguido com o Prémio Camões, o mais importante galardão
literário em Língua Portuguesa, no valor de 100 mil euros.
Fonte:
http://www.wook.pt/authors/detail/id/4007
(Texto Adaptado)
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