terça-feira, 1 de outubro de 2013
"As bibliotecas escolares são essencias", por Margarida Toscano
No novo contexto informacional em que vivemos, resultado do desenvolvimento
das tecnologias e da Internet, em particular, é fundamental que a escola seja
capaz de preparar jovens que, para além de um leque de conhecimentos, alguns
axiais como a língua materna e a matemática, dominem um conjunto de
competências complexas no que à informação diz respeito. Para responder a essa
exigência, as bibliotecas escolares são um bem educativo e cultural essencial.
(…)
Todo este cenário exige que a escola promova o ensino e aprendizagem de
diferentes literacias, nomeadamente a literacia de informação, aqui entendida
como o conjunto de competências que capacitam para o acesso, uso e aplicação
eficaz da informação, em diferentes suportes, formatos e contextos. É este
desafio recente, assim como o da leitura, nos tradicionais e nos novos
ambientes, que torna as bibliotecas escolares tão necessárias. (…)
Por mais que a tecnologia nos inunde, a leitura continua a ser uma
aprendizagem primordial, condição de todas as outras. Aprende-se a ler, lendo,
o livro continua a ser o suporte de eleição para essa aprendizagem, e a
leitura, analógica ou digital, o instrumento de compreensão global. Nem todas
as famílias têm condições para proporcionar livros e um ambiente leitor às suas
crianças e jovens. As bibliotecas escolares são, pois, um ponto de acesso ao
livro, a outros suportes e a actividades que estimulam o interesse e
competências de leitura ao longo da escolaridade.
As bibliotecas escolares são igualmente um espaço de inclusão digital. (…)
"Promover a leitura", por Teresa Calçada
Fonte: http://sub.maxima.xl.pt
O mundo de Teresa Calçada é feito de palavras mas, no caso, são os números que dizem tudo. Há 13 anos, altura em que esta professora de Filosofia foi coordenar o Gabinete do Programa Rede de Bibliotecas Escolares, eram poucas as bibliotecas dignas do nome. Hoje existem 2100. Quase todas as escolas, do básico ao secundário, contam com um espaço vivo e vivido onde o livro tem destaque, mas nem sempre protagonismo. “Continua a haver livros, mas eles coabitam com redes de informação e conhecimento. As bibliotecas do século XXI são espaços multimédia, centros pedagógicos de incentivo à leitura, possível através de diferentes recursos”, explica a coordenadora do projecto, justificando a presença de computadores, televisões, jornais e revistas. “O ambiente não é semelhante ao de uma sala de aula”, diz, e os catálogos que tem sobre a mesa provam isso mesmo. “Não são escolas da Finlândia”, diz en passant, enquanto enumera as valências que fazem das bibliotecas um espaço fundamental na relação aluno-professor. “Somos mutantes nesta geração digital, mas os nossos alunos não. Por isso, temos de adoptar uma atitude pegagógica que acompanhe a aprendizagem.” É preciso contrariar a ideia de que as bibliotecas são um sítio cinzento e (demasiado) silencioso: “Se não forem úteis, as bibliotecas deixam de ser precisas. E elas só são úteis se tiverem o que os alunos precisam.” Seja a Apologia de Sócrates ou a ligação ao Facebook.
Fonte: http://www.maxima.xl.pt/vidas/159-teresa-calcada.HTML
O Autor do mês de outubro - Aquilino Ribeiro
Fonte: http://www.gravatoqb.PT
Aquilino Ribeiro nasceu a 13 de setembro de 1885, na
freguesia do Carregal, concelho de Sernancelhe, distrito de Viseu, e faleceu a
27 de maio de 1963.
Abraçou causas nobres e cívicas de defesa da
cidadania lutando contra a opressão monárquica e, mais tarde, contra o regime
fascista do Estado de Novo. Essa coerência e coragem da sua mundividência
implicaram a prisão e o seu exílio em França, onde frequentou a Faculdade de
Letras da Sorbonne.
Em 1910, entrou para a Biblioteca Nacional de
Portugal. Em 1921, integrou a direção da Seara Nova. Em 1960, foi indicado
para o Prémio Nobel da Literatura por Francisco Vieira de Almeida, proposta
subscrita por José Cardoso Pires, David Mourão-Fereira, Urbano Tavares Rodrigues,
José Gomes Ferreira, Vergílio Ferreira e outros escritores.
Como corolário de tão relevantes serviços prestados
à cidadania e à cultura, a Assembleia da República decidiu, em 2007, homenagear a sua
memória e conceder aos seus restos mortais as honras de Panteão Nacional.
Livro do mês de outubro
“Desde o interior da
ditadura mais repressiva do mundo, desde um país coberto por absoluto
isolamento, Dentro do Segredo. Em
abril de 2012, José Luís Peixoto foi um expectador privilegiado nas exuberantes
comemorações do centenário do nascimento de Kim Il-sung, em Pyongyang, na
Coreia do Norte. Também nessa ocasião, participou na viagem mais extensa e
longa que o governo norte-coreano autorizou nos últimos anos, tendo passado por
todos os pontos simbólicos do país e do regime, mas também por algumas cidades
e lugares que não recebiam visitantes estrangeiros há mais de sessenta anos. A
surpreendente estreia de José Luís Peixoto na literatura de viagens leva-nos
através de um olhar inédito e fascinante ao quotidiano da sociedade mais
fechada do mundo. Repleto de episódios memoráveis, num tom pessoal que chega a
transcender o próprio género, Dentro do
Segredo é um relato sobre o outro que, ao mesmo tempo, inevitavelmente,
revela muito sobre nós próprios.”
Fonte: http://www.fnac.pt/Dentro-do-Segredo-Jose-Luis-Peixoto/a648658
Boas leituras!
Boas leituras!
Subscrever:
Mensagens (Atom)


